"Cenário econômico brasileiro segue estável”, diz Febraban

Os números analisados geram a constatação de que o cenário econômico brasileiro segue sem muitas alterações, apresentando números moderados. A taxa do PIB (Produto Interno Bruto) total ficou na casa dos 3,9%, registrando um pequeno recuo já esperado. Para o mesmo período em 2012, a expectativa é que este número gire na casa dos 4,1%. O PIB dos setores agropecuário, industrial e de serviços tiveram quedas para 3,9%, 3,6% e 4% – respectivamente.

Os números da inflação obtiveram uma pequena variação, indo de 6,3% para 6,2%, resultando uma convergência para o centro da meta. “Este recuo na taxa da inflação seguirá girando em torno de 6% até 2012”, afirma o economista chefe da Febraban, Rubens Sardenberg.

A taxa Selic apresentou, na variação do mês de junho, um crescimento de 12,50% para 12,75% – aumento de 0,25%. A expectativa para o mesmo mês em 2012, é de um recuo para 12,25%. Segundo o economista, a taxa básica segue com aumentos devido à instabilidade do cenário internacional, mas isto deve acabar.

No cenário internacional houve uma valorização do Real frente às outras moedas. A balança comercial subiu para a faixa dos US$ 20,2 bilhões, resultando em uma alta nas reservas cambiais do País. “O alerta fica na volatilidade da incerteza no mercado mundial. Alguns países como Espanha, Itália, Portugal e até Estados Unidos, passam por pequenas crises econômicas, que leva a uma redução do ritmo da confiança”, ressalta Rubens.

No quadro do crédito, os números ficaram próximos ao comportamento esperado, registrando um crescimento mais homogêneo. No primeiro semestre, o crédito total ficou em 7,5%, o direcional em 7,9% e o livre em 7,3%. As taxas do crédito registraram crescimentos de 16,4% no total, 18% no direcionado e 15% no livre para o ano. A taxa de inadimplência ficou em 4,7% e irá se manter até 2012.

“De forma resumida, o cenário econômico brasileiro segue estável. A inflação, taxa Selic, números externos, linha do crédito e da inadimplência se mantêm consolidados, dentro do esperado. A piora ficou apenas na volatilidade que se encontra a economia mundial. Devemos agora acompanhar qual será o comportamento do cenário global nos próximos meses”, finaliza Rubens.

As próximas pesquisas serão divulgadas no dias 14 de setembro, 02 de novembro e 14 de dezembro.

Colaboração: Victor Prates


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